Nova parceria entre Paul Feig e Melissa McCarthy é repleta de ação e gera boas risadas

espia_sabiademenos_posterA ESPIÃ QUE SABIA DE MENOS
(Spy)

Direção: Paul Feig

EUA, Comédia / Ação, 2015. Duração: 02h00. Com Melissa McCarthy, Jason Statham, Jude Law e Rose Byrne. Classificação: 14 anos.

A parceria entre o diretor Paul Feig (que vai comandar o remake de Caça-Fantasmas só com mulheres em 2016) e a atriz Melissa McCarthy tem rendido boas bilheterias nos últimos anos. Juntos, eles realizaram o ótimo “Missão Madrinha de Casamento” (2011) e o divertido “As Bem-Armadas” (2013), ambos com bilheteria mundial acima dos 200 milhões de dólares. E agora, tem tudo para repetir estes números com mais uma comédia “feminina” muito inteligente – e com um “quê” de filmes de espionagem – que não tira sarro dos filmes de ação, mas sim a utiliza como complemento de qualidade às gags para fazer o espectador rir e divertir-se bastante nesta que, talvez, seja a comédia mais engraçada já dirigida por Feig.

O roteiro gira em torno de Susan Cooper (McCarthy), uma simples analista de base da CIA que nunca teve o merecido reconhecimento, pois sempre esteve na retaguarda das missões mais perigosas da agência – o que ela queria mesmo era ter uma oportunidade de mostrar que poderia ser uma boa agente também fora do escritório. Pois essa chance surge quando a identidade de alguns agentes externos é comprometida, e ela se vê obrigada a ir a campo para se infiltrar na quadrilha da perigosa traficante de armas Raina Boyanov (Rose Byrne), e assim impedir que um desastre nuclear aconteça.

espia_sabiademenos_3Jude Law (que faz o agente bonitão) e Jason Statham (o tipo durão, claro) interpretam dois agentes da CIA que ciceroneiam Melissa em suas peripécias, sempre dando suporte para que ela deite e role com uma atuações divertidas. McCarthy brinca o tempo todo com seu porte físico, mas não torna isso algo pejorativo como vemos em outras comédias infames. Já Rose Byrne, sua parceira de outras comédias, cria uma vilã mimada e que não gosta de sujar suas mãos nos crimes que pratica.

Feig consegue subverter a imagem de Melissa e assim gerar uma grande empatia do espectador com ela, fazendo com que os disfarces de sua personagem principal brinquem com vários estereótipos – da mulher mal-amada, da mulher gorda e feia – e tornem-se a munição que ela necessita para partir para um contundente ataque verborrágico contra seus “inimigos”– bradando palavrões, tirando sarro da magreza da vilã ou peitando machões idiotas que encontra pela frente.

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Claro que nem tudo é perfeito. Como nas outras comédias que fez com Feig, McCarthy de vez em quando usa de escatologias desnecessárias e também certas doses de caricaturismo excessivo em algumas cenas. Além disso, o filme é um pouco longo além da conta e fica meio arrastado a partir da metade – mas no geral vale a pena para quem quer dar boas risadas com uma produção que não ofenda sua inteligência com uma sucessão de asneiras sem conteúdo algum.


 

Veja abaixo o trailer original e dois ótimos spots de TV de
“SPY – A ESPIÃ QUE SABIA DE MENOS”


TRAILER OFICIAL LEGENDADO

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=yFIPgKeiuPk&w=560&h=315]


SPOT HD #2

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=q0o1m1inw9c]


SPOT HD #1

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=yaXuao41JHk]

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