Após ler atentamente os comentários dos amigos que visitam o blog, pensamos bem e decidimos refazer e rebatizar essa lista. Agora ela não tem a pretensão de destacar “os dez mais” – preferimos relatar os 20 atores que o blog mais gosta e admira, o que significa que são os melhores na NOSSA opinião – mas como sempre, todos os comentários são muito bem-vindos, pois o debate de opiniões contrárias é justamente um dos aspectos que torna todos nós ainda mais cinéfilos. Claro que os atores mais recentes talvez tenham sido privilegiados em relação aos mais antigos, porém achamos que isso é normal, porque temos oportunidade de acompanhar mais de perto o trabalho – e principalmente a evolução profissional – dos atores atuantes nas últimas décadas.

Nossos 20 ATORES preferidos em todos os tempos são:

 

 1º AL PACINO

11º KEVIN SPACEY

 2º TOM HANKS

 12º JACK NICHOLSON

 3º SEAN CONNERY

 13º CHARLTON HESTON
 4º ANTHONY HOPKINS
 14º MARLON BRANDO
 5º CHARLIE CHAPLIN
 15º MEL GIBSON
6º JAMES STEWART
 16º DENZEL WASHINGTON
7º  ROBERT DE NIRO
 17º TOMMY LEE JONES
 8º DUSTIN HOFFMAN
 18º MORGAN FREEMAN
 9º GARY OLDMAN
 19º PAUL NEWMAN
 10º DANIEL DAY-LEWIS
 20º TOM CRUISE

 

MENÇÕES HONROSAS

  • Alec Guiness (Star Wars IV, A Ponte do Rio Kwai, Doutor Jivago)
  • Christopher Lee (Conde Drácula e Fu-Manchu em vários filmes)
  • Johnny Depp (Edward Mãos de Tesoura, Piratas do Caribe)
  • Bruce Willis (Duro de Matar, O Sexto Sentido)
  • Omar Sharif (Dr. Jivago, Lawrence da Arábia)
  • Samuel L. Jackson (Pulp Fiction, A Negociação, Coach Carter)
  • Edward Norton (A Outra história americana, Clube da Luta)
  • Clint Eastwood (Três Homens em Conflito, Gran Torino)
  • Henry Fonda (Doze Homens e uma Sentença, O Homem Errado)
  • Robin Williams (Patch Adams, Sociedade dos Poetas Mortos)

 

1º lugar – Al Pacino

Alfredo James Pacino – esse é o nome do cara. Al Pacino é, na minha opinião, o maior ator de todos os tempos. Nascido em 25 de abril de 1940, seus pais Salvatore e Rose se separaram quando ele tinha apenas 2 anos e passou a morar com sua mãe na casa dos avós. Charmoso, Pacino é baixo, tem 1,68 de altura, o que não é nada perto de seu grande talento. Ainda criança, Pacino adorava ficar imitando as vozes e os personagens que via nos filmes. Todo dinheiro que ele tinha era gasto nos cinemas do Bronx, em Nova York, bairro em que nasceu e viveu até a adolescência.

Aborrecido e desmotivado pelos estudos, aos 14 anos ingressou na escola de Belas Artes, o que o impulsionou a se tornar um ator e realizar seu grande sonho. Para pagar seus estudos ele trabalhou muito tempo como office-boy em algumas revistas. Pacino se sacrificava muito para ir às aulas e às vezes chegava a pedir bilhetes de ônibus emprestados para poder chegar à escola.Pacino chegou a interromper os estudos por alguns anos, mas em 1966 ele foi estudar no conceituado Actor’s Studio e começou a atuar em diversas peças, quando sua performance começou a chamar a atenção. Logo ele foi convidado para atuar na Broadway, na peça “Does The Tiger Wear a Necktie?“. Sua atuação fez tanto sucesso que ele recebeu o prêmio Tony, o maior prêmio do teatro americano, equivalente a um Oscar no cinema.

Essa peça abriu as portas para sua carreira no cinema e logo ele estava estreando com o filme Me, Natalie (1969) – curiosamente seu personagem nesse filme se chamava… Tony!!. Depois veio Os Viciados (1971), no qual ele teve que fazer uma longa pesquisa sobre os usuários de heroína para poder interpretar o personagem.

Esses seus primeiros papéis lhe renderam muitos elogios e ele foi convidado a interpretar um importante papel na superprodução O Poderoso Chefão (1972), no papel de Michael Corleone, o que lhe rendeu sua primeira indicação ao Oscar como ator coadjuvante. Na minha opinião esse é o maior personagem que Pacino fez nos cinemas, na verdade um dos grandes personagens de toda a história do cinema.

Com a saga do Padrinho ele atuou nas duas continuações, sendo que O Poderoso Chefão II (1974) lhe valeu um dos cachês mais altos para a época, US$ 500 mil e mais 5% do faturamento do filme, além de mais uma indicação ao Oscar, dessa vez como Melhor Ator.

No meio dos dois “Chefões” Pacino fez Serpico (1973), onde vive um policial em outro papel aclamado pelo público, e logo após os dois filmes sobre a família mafiosa de Nova York fez o ótimo thriller Um dia de Cão (1975) em que fazia Sonny (nome de seu apelido de infância), um ladrão que tenta assaltar um banco e acaba se dando mal ao lado do seu parceiro de roubo (interpretado por John Cazale). Detalhe: nestes dois filmes, assim como nos dois “Chefões”, Pacino foi indicado ao Oscar de Melhor Ator – ou seja, simplesmente 4 indicações em 4 anos seguidos !! Infelizmente, em nenhuma dessas ocasiões ele saiu vitorioso – um verdadeiro absurdo.

Após um breve período de pausa nos cinemas, em que voltou a se dedicar mais ao teatro, Pacino voltou às telonas com Justiça para Todos (1979) onde interpreta um advogado cujo cliente é um juiz acusado de estupro. Claro: Pacino foi novamente indicado ao Oscar de Melhor Ator. Em Scarface (1983), filme dirigido por Brian De Palma, considerado bem violento para a época, Pacino é um gãngster expulso de Cuba que se transforma no maior traficante de drogas de Miami.

Durante alguns anos Pacino acabou abandonando os sets e retornou novamente para o teatro, que ele considerava seu primeiro amor e que ele nunca abandonara. Até hoje ele ainda atua em algumas peças. Até que ele volta com tudo em 1990 fazendo a comédia de ação Dick Tracy, de Warren Beatty, em filme que lhe rendeu a sexta indicação ao Oscar, desta vez por Ator Coadjuvante. No mesmo ano, ainda voltou ao papel inesquecível de Michael Corleone para fechar a trilogia em O Poderoso Chefão III.

Finalmente o Oscar e o Globo de Ouro foram parar em suas mãos pela inesquecível atuação como um ex-militar cego em Perfume de Mulher (1992), emocionando o mundo com seu charme e autoridade no papel do Tenente-Coronel Frank Slade. No mesmo ano ainda foi indicado ao Oscar de Ator Coadjuvante pelo filme O sucesso a qualquer preço.

Em O Pagamento Final (1993) Pacino repete o papel de gangster, no segundo filme que fez com o diretor Brian De Palma, que ele considerava um de seus preferidos. Contracenou com outro mestre da interpretação, Robert de Niro, em Fogo Contra Fogo (1995), dirigido por Michael Mann.

É difícil falar de algum filme que Pacino não esteja bem. São memoráveis suas participações em Donnie Brasco (1997) em que contracena com Johnny Depp, O advogado do diabo (1997) em que contracena com Keanu Reeves, e principalmente em O Informante (1999), dirigido novamente por Michael Mann, no qual o ator interpreta magistralmente um produtor de TV.

Homem de muitos romances, Pacino nunca foi casado. Por um longo tempo manteve um romance com sua parceira de O Poderoso Chefão I e II, Diane Keaton – mas nunca chegaram a ser marido e mulher oficialmente. Outra de suas famosas namoradas foi Beverly D’Angelo (a esposa da série Férias Frustradas), que ficou grávida do ator e deu à luz um casal de gêmeos. O ator tem ainda uma outra filha, Julie Marie, que teve com a professora teatral Jan Tarrant.

Em 16 de outubro de 1996 Al Pacino recebeu a estrela na calçada da Fama em Hollywood e, no mesmo ano, foi considerado pela revista Empire como um dos 100 maiores astros de todos os tempos. No total foi indicado a 8 Oscars, tendo injustamente ganho apenas um, o de Perfume de Mulher (1992) numa atuação que com certeza valeu por todas as outras.


2º lugar – Tom Hanks

Já consagrado como um dos atores mais caros e poderosos de Hollywood, Tom Hanks tem entre suas principais características o faro apurado para projetos de sucesso. Quando era adolescente, abandonou a universidade no meio para entrar no mundo artístico. Antes de fazer sucesso, na década de 80, fez alguns filmes de baixo orçamento (quase todos comédias) e seriados de televisão.

O primeiro papel de destaque foi como o atrapalhado homenageado do cult A Última festa de solteiro (1984). No mesmo ano, fez a comédia Splash – uma sereia em minha vida (com John Candy e Daryl Hannah) e dois anos depois protagonizou ao lado de Shelley Long uma das melhores comédias dos anos 80, Um dia a Casa Cai. Mas o primeiro grande sucesso foi mesmo Big – Quero Ser Grande (1988), filme no qual fazia o papel de um garoto crescido que desejava ser adulto, que lhe rendeu a primeira indicação ao Oscar de Melhor Ator (perdeu para Dustin Hoffman, por Rain Man).

A década de 90 significou o salto de Hanks rumo ao estrelato e ao reconhecimento como grande ator. Depois do fracassado A Fogueira das Vaidades, de 1990 (dirigido por Brian De Palma), o ator passou a engatar um sucesso atrás do outro – sempre numa curva ascendente. Primeiro com o ótimo Uma Equipe Muito Especial (1992, em que era técnico de um time de beisebol feminino que tinha, entre outras, Madonna e Geena Davis), e depois com a primeira comédia romântica ao lado de Meg Ryan, Sintonia de Amor (1993, com direção de Nora Ephron).

Contracenou com Denzel Washington e Antonio Banderas em Filadélfia (1993, direção de Jonathan Demme), em que faz o papel de um advogado homossexual que, enquanto processa os ex-patrões por discrimação, descobre que tem AIDS. Sem dúvida, uma interpretação magnífica e corajosa de Hanks, que ganhou merecidamente o Oscar de Melhor Ator por esse filme.

No ano seguinte, de maneira consagradora, levou outro Oscar de Melhor Ator, por Forrest Gump – o contador de estórias, filme em que foi dirigido por Robert Zemeckis. Nos anos seguintes, mais filmes marcantes e ótimas atuações: Apollo 13 (1995, direção de Ron Howard) e Mensagem para Você (1998, a segunda comédia romântica ao lado de Meg Ryan e também com direção de Nora Ephron).Outro tremendo sucesso de interpretação veio em 1999, dirigido por Steven Spielberg no primoroso O Resgate do Soldado Ryan, em que fazia o capitão John Miller, líder de um pelotão na 2ªGuerra Mundial que recebeu a missão de resgatar um soldado americano no interior da França. Por uma daquelas decisões inexplicáveis da Academia de Hollywood, Hanks perdeu o Oscar de Melhor Ator desse ano para Roberto Begnini, por A Vida é Bela.

Quando fez À Espera de Um Milagre, em 1999, já tinha o status de super-estrela e ganhava cachês milionários por suas atuações (por este filme, por exemplo, ele recebeu o salário de US$ 20 milhões). No ano 2000 protagonizou praticamente sozinho um dos maiores sucessos de sua carreira, Náufrago, dirigido novamente por Robert Zemeckis. Foi indicado novamente ao Oscar de Melhor Ator, mas perdeu para Russell Crowe, por Gladiador.

Em 2002, Tom Hanks volta brilhantemente à parceria com Spielberg, filmando Prenda-me se for capaz, inteligente filme em que atuou ao lado de Leonardo Di Caprio. No mesmo ano interpretou um dos poucos vilões de sua carreira, em Estrada para a Perdição, do diretor Sam Mendes.

Esse status de ator consagrado fez com que Hanks pudesse escolher os projetos dos quais participava, e assim incursar também como produtor de alguns filmes. No entanto, algumas escolhas se mostraram acertadas, e outras, nem tanto. Em 2004, por exemplo, participou da inovadora animação O Expresso Polar, dirigida por Robert Zemeckis, em que fazia vários personagens que depois foram transformados em animação 3D. Mas no mesmo ano fez dois filmes que não tinham nada a dizer: O Terminal, novamente dirigido por Spielberg, num filme meio chocho e que não leva a lugar nenhum, e o imbecil Matadores de Velinha, “comédia” dos Irmãos Coen que na minha opinião não tem a menor graça.Em 2005 Hanks foi seduzido por um cachê milionário e protagonizou o sucesso O código da Vinci, adaptação da obra literária de mesmo nome escrita por Dan Brown, em que faz o especialista em simbologia religiosa Robert Langdom. Hanks já filmou no ano passado uma espécie de “prólogo” desse filme, Anjos e Demônios, em roteiro adaptado de outro livro do mesmo Dan Brown em que inclusive interpreta o mesmo personagem do filme anterior (a direção, aliás, é também de Ron Howard). O filme estréia em maio de 2009 aqui no Brasil.Casado com a atriz Rita Wilson, Thomas Jeffrey Hanks é descendente direto de Nancy Hanks, a mãe de Abraham Lincoln. O ator tem quatro filhos: Collin, Elizabeth, Chester e Truman. Tom Hanks é californiano e nasceu em 1956, tendo 52 anos de idade quando desta postagem.


3º lugar – Sean Connery

sean_connery_3Sean Connery tem em seu currículo uma única indicação ao Oscar – em que foi vitorioso, em 1988, por Melhor Ator Coadjuvante em Os Intocáveis (direção de Brian De Palma). Porém com certeza essa não foi sua melhor atuação no cinema, apesar de ter sido um bom trabalho, claro. O escocês Connery foi o precursor, a partir de 1962, da série 007 (a maioria o considera o melhor James Bond de todos) mas fez muito mais que o agente secreto de sua majestade, atuando em outros filmes memoráveis, sempre com uma forte e charmosa presença em cena, como em O Nome da Rosa e A Rocha. Claro que a imagem eterna de Bond jamais deixará de ser associada a ele, mas Connery conseguiu construir uma sólida filmografia independente da série 007.

Nascido em 1930, Sir Thomas Sean Connery era filho de um motorista de caminhão e de uma faxineira. Abandonou a escola aos 15 anos para alistar-se na Marinha britânica, onde ficou por três anos, logo ao final da Segunda Guerra Mundial. Até os 21 anos, trabalhou como leiteiro, polidor de caixões (!!), pedreiro, salva-vidas (!!) e modelo, além de concorrer pela Escócia ao Mr. Universo de 1950 (concurso em que ficou em 3º lugar). A partir de 1951, Sean começou a participar de peças, filmes e séries de televisão, mas até 1961, seu único papel realmente digno de nota foi em A Lenda dos Anões Mágicos (1959), uma fantasia dos estúdios Disney.

Em 1962, a fama finalmente bateu à sua porta: Connery foi escolhido pelos produtores Harry Saltzman e Albert R. Broccoli para viver James Bond nas telas do cinema. O ator tinha a combinação de charme e virilidade exigida pelo papel, e hoje é quase sempre considerado o melhor intérprete nos cinemas do personagem literário criado por Ian Fleming na década de 50. No total foram 7 aventuras, sendo seis oficiais, todas elas já comentadas aqui no blog.

O crescimento da franquia Bond foi exponencial. O primeiro filme é de 1962, 007 contra o satânico Dr.No, lançando Ursula Andress como bondgirl. Foi um grande sucesso, arrecadando US$ 16 milhões, que aumentaram para quase US$ 25 milhões no ano seguinte, com o sucesso do segundo filme, Moscou contra 007. Porém a produção que realmente consolidou a franquia foi 007 contra Goldfinger, de 1964, famoso pela belíssima canção-tema interpretada por Shirley Bassey. O filme arrecadou incríveis US$ 51 milhões para a época e é considerado o melhor Bond interpretado pelo escocês. O quarto filme veio na esteira do sucesso do anterior, 007 Contra a Chantagem Atômica (1965) arrecadou mais de US$ 63 milhões – mas é considerado o mais fraco dos Bond de Connery.

Na verdade, Connery poderia ter se despedido do personagem após a quinta aventura, Com 007 Só Se Vive Duas Vezes (1967 – US$ 43 milhões de bilheteria). Preocupado com o estigma de ficar eternamente marcado como 007, embora estivesse participando de outros filmes (como Marnie em 1964, dirigido por Alfred Hitchcock), o ator não quis se envolver com a produção do sexto filme da série, 007 a Serviço Secreto de Sua Majestade (1969), no qual foi substituído por George Lazenby, que foi um fiasco (o filme arrecadou a metade dos anteriores, pouco mais de US$ 22 milhões). Os produtores apelaram então para Connery novamente, que pôde então pedir o quanto quis para reassumir o papel do agente (US$ 1,250 milhões, o maior cachê já pago até então em Hollywood). O escocês retornou então à série em 007 – Os Diamantes São Eternos, (1971 – US$ 44 milhões arrecadados), jurando ser seu último filme no papel. É por isso que sua sétima aventura como Bond (lançada em 1983) chamou-se Nunca Mais Outra Vez (numa desnecessária refilmagem de 007 contra a Chantagem Atômica). Este filme teve a então iniciante Kim Basinger (Batman) como bondgirl e foi dirigido por Irvin Kershner (de Star Wars V – O Império contra-ataca).

Além de ser dirigido pelo mestre Hitchcock, durante os ”anos 007”, o ator esteve também em A Colina dos Homens Perdidos (1965), de Sidney Lumet. Logo ficou evidente que Sean Connery tinha muito mais a oferecer, e ele raramente deixou de cativar público e crítica. Com grande versatilidade e uma presença que define a palavra carisma, o ator se destacou por décadas em filmes como: O Homem que Queria Ser Rei (1975, aventura dirigida por John Huston), O Nome da Rosa (1986, prêmio da Academia Britânica pelo monge detetive na adaptação para o cinema da obra literária de Umberto Eco), Os Intocáveis (1987, Oscar de Melhor Ator Coadjuvante pelo policial veterano Malone), Indiana Jones e a Última Cruzada (1989, impagável como pai de Indiana Jones), Lancelot – o primeiro cavalheiro (1995, papel de Rei Arthur), A Rocha (1996, contracenando com Nicolas Cage), Armadilha (1999) e A Liga Extraordinária (2003), seu último papel de destaque, vivendo o aventureiro Alain Quatermain. O filme foi um fracasso de bilheteria, o que talvez tenha feito com que Connery definitivamente tenha decidido que havia chegado a hora de parar.

Um ativo cidadão escocês, tem feito doações para a educação de seu país, e nunca escondeu seus ideais separatistas contra a Inglaterra. Em 1999, Connery foi eleito pela revista People o “homem mais sexy do século”. Sua primeira esposa (entre 1962 e 1973) foi a atriz Diane Cilento, mãe do ator Jason Connery, que interpretou Ian Fleming num filme para a televisão. Desde 1975 ele está casado com a artista franco-tunisiana Michelle Roquebrune Connery. Atualmente mora com a esposa em Nassau, nas Bahamas (curiosamente o lugar preferido de Ian Fleming, criador da série 007).

Hoje com 77 anos, Sean Connery talvez já esteja aposentado. Provavelmente ele não esteja na lista dos maiores atores da maioria das pessoas, mas na minha ocupa uma honrosa terceira posição, por todo seu carisma, presença em cena e versatilidade de interpretação que esbanjou nos seus mais de 40 anos de carreira.


4º lugar – Anthony Hopkins

Sir Anthony Hopkins é um ator daqueles bem estilosos, que tem características próprias e únicas. Não chega a ser caricato como Jack Nicholson, mas se assemelha bastante a ele justamente por ter uma postura na tela que o diferencia claramente dos demais. O filme mais antigo em que lembro tê-lo visto é O Homem Elefante (1980), de David Lynch, feito em 1980, aliás um filme bastante triste e tocante, filmado em preto-e-branco. Já neste filme Hopkins mostrava algumas de suas características marcantes que sempre imprimiu em seu trabalho, como a sisudez e a calma com que reveste seus personagens.

Hopkins é um senhor discreto, não muito chegado aos holofotes, tanto que não costuma participar muito de festas ou mesmo encontros patrocinados pelo sindicato dos atores britânicos (mesmo porque certa época ele andou tendo sérios problemas com o alcoolismo). Inegavelmente, sua grande atuação é em O Silêncio dos Inocentes (1991), dirigido por Jonathan Demme, filme que lhe rendeu o Oscar de melhor ator pela interpretação do fascinante e aterrorizante assassino canibal Hannibal Lecter – Hopkins ainda encarnaria o personagem em duas continuações, Hannibal (2001) e Dragão Vermelho (2002). Depois ele ainda foi indicado mais três vezes ao Oscar de melhor ator, mas não levou a estatueta como da primeira indicação.

Além dos filmes já citados, destaco Lendas da Paixão (1994), No Limite (1997) e A Máscara do Zorro (1998). Anthony Hopkins é britânico, nascido em 1937 no País de Gales e tinha 71 anos na data de envio deste post.


7º lugar – Robert de Niro

robertdeniro2Sem dúvida esse cara é um dos monstros sagrados da história do cinema. Carismático, até um pouco bonachão, de Niro tem uma seleta variedade de tipos que interpretou, e só não está mais acima na minha lista porque a briga é de cachorro grande (e além disso tem alguns filmes dele que não assisti ainda). O filme mais antigo que vi dele é O Poderoso Chefão II (1974), em que interpreta Vito Corleone quando jovem, ou seja, o futuro Don Corleone magistralmente interpretado por Marlon Brando dois anos antes, no filme original da trilogia. Aqui De Niro já destila seu jeito de atuar marcante, com forte presença de câmera e muita dedicação ao personagem, em interpretação que lhe rendeu seu primeiro dos 2 Oscars que tem, como melhor ator coadjuvante.

Daí em diante Robert de Niro sempre foi um ator muito requisitado, e fez vários tipos de personagens e de filmes (alguns de qualidade duvidosa inclusive). Destaco a interpretação de Al Capone em Os Intocáveis (1987), em que De Niro domina amplamente o personagem e é sem dúvida o grande nome do filme.

Outros filmes que destaco em sua filmografia são O Franco Atirador (1978), dirigido por Michael Cimino, Estranha Obsessão (1996), dirigido por Tony Scott, em que interpreta um fã de beisebol que literalmente “cisma” com o melhor jogador do time; CopLand (1997); Ronin (1998), um excelente filme de ação com um desfile de carros maravilhosos; Homens de Honra (2000), na minha opinião seu melhor filme (dentre os que vi, claro).

De Niro recentemente também teve incursões proveitosas na seara das comédias. Duas delas fizeram tanto sucesso que geraram continuações: as sátiras sobre a máfia, atuando ao lado de Billy Cristal, Máfia no Divã (1999)A Máfia volta ao Divã (2002), além do sogro chato de Ben Styller, em interpretações fantásticas e memoráveis,   Entrando numa Fria (2000) e a continuação, Entrando numa fria maior ainda (2004).

Confesso que ainda há três filmes dele muito famosos que não assisti ainda, todos eles dirigidos por Martin Scorcese, que são Taxi Driver (1976), Touro Indomável (1980), que lhe rendeu seu segundo Oscar (Melhor Ator), além de Os Bons Companheiros (1990). Pretendo assistir todos eles (apesar de não gostar muito do diretor Scorsese) e assim que puder coloco as sinopses desses filmes aqui no blog.

Quem tiver alguma opinião sobre estes filmes aqui citados, ou algum outro que Robert de Niro tenha feito e que considere muito bom, agradeço por me recomendar, pois gosto muito dele, apesar de achar que às vezes ele pisa na bola por aceitar participar de alguns filminhos nada a ver, meio idiotas, que exploram esse lado debochado dele, como Cabo do Medo (1991), em que na minha opinião está caricato demais, e Showtime (2002), atuando ao lado de Eddie Murphy num verdadeiro desperdício do seu talento.

Robert de Niro é nova-iorquino, descendente de italianos, nascido em 1943, e tinha 65 anos na data de publicação deste post.


8º lugar – Dustin Hoffman

dustin_hoffmanDepois de seis anos atuando em seriados de TV, em 1967 Dustin Hoffman recebeu o convite do diretor Mike Nichols para protagonizar seu primeiro longa-metragem, A Primeira Noite de um Homem, onde ele tinha 30 anos de idade e aparecia pela primeira vez no cinema, interpretando um jovem de apenas 21 anos que acabava de receber seu diploma e era seduzido e iniciado sexualmente por uma mulher de meia-idade (Anne Bancroft), ao mesmo tempo em que se apaixonava pela filha desta. O talento de Hoffman se fazia presente logo nesse seu primeiro trabalho, pois ele já recebeu sua primeira indicação ao Oscar por sua atuação nesse filme.Daí em diante foram inúmeros sucessos, sempre buscando a excelência como ator, participando de diversos gêneros de filmes, como Papillon, Tootsie, Rain Man veja a seguir um resumo de sua vasta carreira:

  • recebe sua primeira indicação ao Oscar logo no seu filme de estréia, A primeira noite de um homem, de 1967. Mike Nichols levou a estatueta de diretor (e Hoffman perdeu para Rod Steiger, por No calor da noite)
  • dois anos depois, segundo filme e segunda indicação ao Oscar, por Perdidos na Noite. Curiosamente o diretor deste filme também levou a estatueta de direção (John Schlesinger) como ocorrera no filme anterior (Hoffman perdeu para John Wayne por Bravura Indômita)
  • em 1973 obteve grande sucesso e repercussão mundial com o clássico Papillon, em que fez dupla com Steve McQueen
  • sua interpretação do comediante Lenny Bruce, um dos humoristas mais famosos das décadas de 1950 e 1960 nos EUA, lhe valeu a terceira indicação ao Oscar, em 1974, por Lenny (perdeu para Art Carney, por Harry e Tonto)
  • emplacou dois sucessos no mesmo ano, em 1976: Todos os Homens do Presidente, sobre o caso Watergate que fez o presidente Nixon renunciar, e Maratona da Morte, em que interpretava um judeu que teve o irmão assassinado por nazistas
  • na sua quarta indicação, finalmente veio o primeiro Oscar, por Kramer versus Kramer, de 1979
  • talvez um dos seus maiores sucessos, dustin_hoffman_tootsieTootsie, realizado em 1982, em que fazia um ator desempregado que se traveste de mulher para trabalhar na TV, lhe rendeu sua quinta indicação ao Oscar de melhor ator (perdeu para Ben Kingsley, por Gandhi)
  • o segundo Oscar veio com a interpretação de um autista em Rain Man, de 1988, outro grande sucesso de sua carreira
  • faz o vilão em Hook – a volta do Capitão Gancho, de 1991, em filme dirigido por Steven Spielberg
  • a última indicação ao Oscar veio em 1997 na comédia Mera Coincidência, em que trabalhou com Robert de Niro (perdeu para Jack Nicholson, por Melhor é Impossível)
  • a partir daí passa a selecionar mais seus trabalhos. Um sucesso recente foi o thriller de tribunal O Júri, de 2003
  • faz o pai de Ben Stiller na comédia Entrando numa fria maior ainda, de 2004, filme que lhe rendeu o prêmio de melhor interpretação cômica no MTV Movie Awards

Ao longo de sua carreira, Dustin Hoffman recebeu sete indicações ao Oscar de melhor ator, tendo ganho o prêmio por duas vezes. Em 2007 ele completou 70 anos de idade e 40 anos de carreira. Sem dúvida, um dos atores mais versáteis de hollywood e inegavelmente também um dos mais simpáticos.

21 comentários em “20 atores preferidos

  1. Boa lista… naum concordo muito com a nona posicao q deveria estar entre os 3 primeiros e com a setima posicao q naum merece nem de longe estar em qq lista q tenha como titulo “melhores atores”.. sem duvida Tom Hanks merece a segunda posicao por seus exelentes trabalhos e cito um, muito bom e bem meloso onde Meg Ryan esta MARAVILHOSA(de bonita), Sintonia de Amor… Anthony Hopkins sem duvida nenhuma, meu ator preferido, com trabalhos naum menos q maravilhosos atua muito bem no filme Encontro Marcado… e por fim algo q achei muito injusto… que desta lista naum conste John Cusack outro ator muito bom com filmes de conteúdo…

  2. A lista está excelente, realmente os melhores atores. No entento, senti falta de um grande nome do cinema e que deixa sua marca brilhantemente em todos os filmes que faz:
    Robin Williams. Este realemte fez falta na lista!

  3. Uma lista muito boa dos melhores atores…recentes. Porque o James Stewart, o Marlon Brando, o Cary Grant, o Paul Newman…só pra começar, são esplendoros, arrebatadores e mesmo gênios com Hanks teriam dificuldade de competir com eles imagine Jim Carey e Mel Gibson.

    Entre os jovens, creio que você deveria dar atenção a Edward Norton…ele é muito bom.

  4. Achei a listagem com os dez nelhores um pouco fraquinha.
    Seu escolhece os atores no meu ponto de vista veja bem seria:
    01 – Jack Nicholson.
    02 – Robert de Niro.
    03 – Marlon Brando.
    04 – Morgan Freman.
    05 – Anthony Hopkins.
    06 – Paul Newman.
    07 – Cristian Bale.
    08 – Sean Penn.
    09 – Dustin Hoffman.
    10 – Jonny Depp.

  5. Gostei muito de todos que inseriu na Lista, eu alteraria apenas algumas ordens na classificação e incluiria com certeza Marlon Brando.
    Mas sua opinião é ótima, mas Tom Cruise e Jim Carrey apesar de serem execelentes atores, não são da magnitude de estar entre os 10 mais, talvez entre os TOP25 ou TOP50, se me permite vou colocar a minha ordem:
    1- Marlon Brando
    2- Jack Nicholson
    3- Robert DeNiro
    4- Al Pacino
    5 – Antony Hopkins
    6 – Tom Hanks
    7 – Mel Gibson
    8 – Morgan Freeman
    9 – Clint Esatwood
    10 – Daniel Day-Lewis

    Atores de primeira grandeza com certeza também são dignos de serem mencionados: Dustin Hofman, Denzel Washington, Brad Pitt, George Clooney, Sean Penn, Tommy Lee Jones, Johnny Depp, Will Smith, Leonardo DiCaprio, Nicolas Cage, Russell Crowe, Kevin Spacey, Robert Duvall, Tom Cruise, John Travolta, Liam Neeson, Robin Williams, Kevin Costner, Kurt Russel, Gene Hackman, Michael Douglas, Harrison Ford.

    E entre as mulheres:

    1 – Meryl Streep
    2 – Helen Mirren
    3 – Julia Roberts
    4 – Cate Blanchett
    5 – Susan Sarandon
    6 – Jodie Foster
    7 – Whoopi Goldberg
    8 – Nicole Kidman
    9 – Sandra Bullock
    10 – Demi Moore

  6. Amigão na boa… o cara da resposta aí de cima falou com piedade “tom cruise e Jim Carrey apesar de ser bons atores”, mas eu vou logo na ferida até o malvino salvador é melhor que esses dois… minha humilde opinião:

    1- Robert DeNiro (que Deus o tenha, morreu cedo, desde 1995 eu não o vejo, dizem que tem um cara parecido com ele nesse filme o Lado Bom da Vida).

    2- Marlon Brando (D. Vito Corleone não precisava ter feito mais nada na vida).

    3- Al Paccino (Fez o maior anti-herói da História da Dramaturgia).

    4- Daniel Day-Lewis (não sei se é ator ou médium senão encabeçaria a lista).

    5- Dustin Hoffman (seu carisma só não é maior que o de De Niro)

    6 – Paul Newman

    7- Jack Nicholson (vejo ele sempre encabeçando as listas mas tirando Chinatown, seus papéis de destaque são ou de psicopatas ou doidos inofensivos, e convenhamos ele já é agraciado com a cara de maluco).

    8 – Tom Hanks (por Filadélfia e Etrada para perdição)

    9 – Anthony Hopkins

    10 – Morgan Freeman (tá faltando o papel de vilão)

    11- Robert Durval

    Obs. É importante lembrar que a maioria desses atores participou da época mais íncrivel (minha opinião) do cinema 67 até 85.

    Vamos uma de 90 até 2005.

    1- Russell Crowe

    2- Tom Hanks (por Filadélfia e Etrada para perdição – reforço novamente)

    3- Daniel Day-Lewis.

    4- Russell Crowe

    5- Robert DeNiro – (Próximo de ser substituído pelo sósia)

    6- Morgan Freeman (tá faltando o papel de vilão – reforço novamente)

    7- Kevin Spacey

    8- Samuel Al Jackson (Pulp Fiction)

    9- Al Paccino (perfume de muié)

    9- Joe Pesci (Good Fellas 1990 – Esqueceram de mim – Cassino – variações do vilão que botava medo em qualquer um e contrastava com o irmão amável do boxiador de Touro Indomável)

    10 – Denzel Washington

    vamos atualmente

    1- Daniel Day-Lewis.

    2-Christoph Waltz (Os deuses do cinema acharam enveloparam e enviaram para Quentin Tarantino)

    3 – Javier Barden

    4- Leonardo DiCaprio ( A transformação começou no Infiltrados, afinal vocês sabem a quem ele da o título de mentor)

    5- Johnny Depp

    6 – Denzel Washington

    7- Heath Ledger

    8- Christopher Plummer ( o velinho é um Show de Técnica!)

    9- Geoffrey Rush (Saca o Barbosa, Piratas do Caribe,? cada personagem uma é transformação Viu O Discurso do rei??).

    10- Brad Pitt (Indo um pouco além da beleza em alguns papéis)

    11- Gael García Bernal

    12 – Philip Seymour Hoffman

    13- George Clooney (Idem Brad Pitt)

    14- Daniel Craig

    15- Jamie Foxx

    16- Samuell Al Jackson

    17- Jammes Franco

    são esses meus comentários…

  7. Lista Horrível! Minha Lista:
    1. Marlon Brando
    2. Al Pacino
    3. Robert DeNiro
    4. Jack Nichoson
    5. Laurence Olivier
    6. Henry Fonda
    7. Robert Duvall
    8. Karl Malden
    9. Dustin Hoffman
    10. Charlie Chaplin
    Tom Cruise E Jim Carry É PIADA PURAAAAAAAA!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  8. eis minha lista:

    1. Marlon Brando
    2. Robert DeNiro
    3. Sidney Poitier
    4. Al Pacino
    5. Laurence Olivier
    6. Anthony Hopkins
    7. Daniel Day-Lewis
    8. Max von Sydow
    9. Charlie Chaplin
    10. Denzel Washington

    Obs. Jack Nicholson é mero fazedor de caretas. Quanto a Jim Carrey, Tom Cruise, Tom Hanks e Mel Gibson, sem comentários.

  9. 1. Al Pacino
    2. Marlon Brando
    3. Robert de Niro
    4. Charlie Chaplin
    5. Jack Nicholson
    6. Leonardo DiCaprio
    7. Sean Connery
    8. Denzel Whashington
    9. Anthony Hopkins
    10. Daniel Day-Lewis

    Ps: Jim Carrey pode ser um dos melhores atores de comédia de todos os tempos, mas apenas desse gênero. Tom Cruise é uma piada, Mel Gibson é bom mais nem tanto e Tom Hanks é contestável alguns o amam outros o odeiam eu acho ele ótimo mas não o suficiente pra estar nem no top 20. Um que muitos contestam é o Leonardo DiCaprio: primeiramente esqueçam de titanic, vejam seus bons filmes e prestem atenção na sua atuação, simplesmente perfeitas!

  10. 1. Al Pacino
    2. Marlon Brando
    3. Robert de Niro
    4. Charlie Chaplin
    5. Jack Nicholson
    6. Leonardo DiCaprio
    7. Denzel Whashington
    8. Sean Connery
    9. Anthony Hopkins
    10. Daniel Day-Lewis

    Obs: O mesmo que o cara de cima só que troquei o Denzel de oitavo para sétimo! O ps também concordo!!!

  11. Vc pode estar me achando um louco se colocar esse ator aqui, mas vou ter que cita-lo. Leonardo Di Caprio, pelos filmes que pude assistir, ele tem caracteristicas que passam emocao para o publico, quando chora ou rir, demonstra veracidade na cena. Isso me chama atencao nele. Alguns atores, apesar de mais velhos e mais experientes, me surpreendem em cenas, pela qual deveriam ser um poco de sentimentalismo condizente com o tal momento do filme, mas passam uma frieza que diverge da realidade. Reparem algumas atuacoes do Di Caprio, como no “Foi apenas um sonho”, como ele se sai bem ao demonstrar os sentimentos do personagem. E outros filmes tb, ele esta fantastico, lembrem se galera do gilbert…. em que contracena com o Jhonny Depp! Abcs

  12. O Cinema Mundial teve duas fases distintas: antes e depois do Marlon Brando. Postar uma lista sem o nome: MARLON BRANDO ….é uma afirmação de quem não sabe o significado da palavra: CINEMA, ou seja, quem desenhou essa “lista” apenas conhece: Filmes, na sua forma mais simplória possível.

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