John Travolta ressurge na carreira com a comédia OLHA QUEM ESTÁ FALANDO

Olha quem está falando

olhaquemestafalando_posterOLHA QUEM ESTÁ FALANDO
(Look who’s talking)

Direção de Amy Heckerling.

EUA, Comédia, 1989. Com John Travolta, Kirstie Alley, Olympia Dukakis, George Segal e Bruce Willis (voz). Duração 01h36. Classificação Etária: Livre.

Comédia romântica bem leve, que fez estrondoso sucesso nos cinemas no final da década de 1980. Mais precisamente em 1989, ficou em 4º lugar nas bilheterias mundiais, arrecadando na época quase 300 milhões de dólares nos cinemas. Os produtores da TriStar Pictures ficaram satisfeitíssimos – afinal o filme custou apenas 7,5 milhões de dólares – e com isso o filme ganhou duas sequências, uma delas já no ano seguinte.

Mollie (Kirstie Alley) trabalha num escritório de contabilidade, e é amante de Albert (George Segal), um de seus clientes – que é casado. Ela engravida e pensa que ele ficará ao seu lado para sempre, deixando a esposa e assumindo seu bebê. Mas nada disso acontece e ela tem que criar o filho sozinha. Após o nascimento de Mike (dublado na versão original por Bruce Willis), ela começa a “procurar” um pai ideal para seu filho: alguém que seja “sério e confiável” – sendo que o preferido do bebê é James (John Travolta), o taxista que estava com ela no momento do parto.

Olha quem está falando

Roteiro é bobo, mas filme é “bonitinho”

O “tchan” do filme é que toda essa estória vai se desenrolando enquanto o bebê Mike observa e comenta tudo conosco, sempre com um ar clínico e sarcástico – porém sem que os adultos “ouçam” o que ele diz. A corrida dos espermatozoides dentro do útero da mãe, exibida logo no início do filme, tornou-se clássica. O longa é dirigido por uma mulher, a norte-americana Amy Heckerling, que também dirigiu As Patricinhas de Beverly Hills, alguns anos depois. Na época era muito comum que as comêdias românticas no cinema fossem dirigidas por mulheres.

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Infelizmente a impressão que fica ao fim de Olha quem está falando é que a idéia, que é muito original, poderia ser melhor explorada. O roteiro começa bem, de forma ágil, já enfocando a gravidez da protagonista e revelando a “novidade” que é o fato de podermos ouvir tudo o que o bebê pensa, mesmo dentro da barriga da mãe. Porém, após o nascimento (que é a cena mais legal do filme, além da corrida de espermatozoides), a estória não mantém o mesmo pique e o filme fica morno demais, chegando muitas vezes a ficar sem graça. Filme bobinho, de estória bonitinha, mas nada além disso.

Nota CINEMAIMERI – 6,5 (***)


 

Assista a cena do nascimento de Mike, com a dublagem original em português, em OLHA QUEM ESTÁ FALANDO:

Olha Quem Está Falando (1989) (Dublagem Clássica)

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