O HOMEM SEM SOMBRA: como transformar uma boa idéia numa porcaria

Homem sem sombra

Pouca coisa se extrai de bom de O Homem sem sombra (Hollow Man, 2000). Trata-se da enésima versão da já manjada estória sobre um homem conseguir a invisibilidade. Os primeiros 30 minutos até que são bem agradáveis e instigantes: Somos apresentados ao cientista líder da equipe – interpretado por Kevin Bacon. Vemos o quanto é importante para ele conseguir sucesso em sua experiência. Assim sendo, é interessante ver a mobilização de toda a equipe liderada por ele, que contém, entre outros coadjuvantes, a já famosinha Elisabeth Shue e o então novato Josh Brolin.

Mas a partir do momento em que a experiência é um sucesso, o filme desce a ladeira repentinamente. O roteiro poderia desenvolver experimentações sobre a invisibilidade que poderiam ser muito interessantes. Mas em vez disso, o roteiro prefere se transformar num terrorzinho de quinta categoria. O personagem de Bacon inexplicavelmente é tomado por uma sanha assassina, ao querer aniquilar seus próprios companheiros de trabalho sem motivo aparente. Além disso, passa a abusar das mulheres à sua volta e exerce requintes de crueldade injustificáveis, já que o roteiro não explica o motivo de tanto “ódio”.

Certamente os efeitos especiais são muito bem feitos, mas desde quando apenas isso sustenta uma estória? E pensar que provavelmente torraram milhões de dólares para produzir essa porcaria. O diretor holandês Paul Verhoeven com certeza já fez coisa bem melhor que isso. O Homem sem Sombra prefere o caminho mais fácil ao desperdiçar o potencial criativo de seu título de maneira revoltante.

Nota CINEMAIMERI: 4,5 – **

Veja abaixo o trailer original do filme (legendado):

 

Homem Sem Sombra, O - Trailer

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