“O Dia depois de Amanhã” dá alerta ambiental com profusão de efeitos especiais

O Dia depois de Amanhã posterAntes de mais nada, quero deixar claro que O Dia Depois de Amanhã tem apenas duas coisas boas. Primeiro (e frize-se, muitíssimo importante), tem o mérito de trazer à tona a discussão sobre o que a humanidade está fazendo com o meio ambiente do planeta Terra. E o outro aspecto positivo do filme são seus efeitos visuais, muitíssimo bem feitos, sem dúvida. E chega. Só. O resto é uma grande, colossal e impiedosa porcaria.

Já está virando rotina eu não gostar dos filmes de Roland Emmerich, diretor deste aqui, que me parece ser o pior de todos que eu já vi dele. Seus blockbusters tem cada vez mais se destacam somente pelo apuro dos efeitos visuais. Eu adoro filmes de ação, mas só a ação em si, ou os efeitos visuais, não sustentam um filme. O longa precisa ter uma estória minimamente envolvente e atores/atrizes pelo menos razoáveis, que nos “prendam” ao filme.

Mas tanto O Dia depois de Amanhã, quanto Godzilla e Independence Day, também dirigidos por Emmerich, têm em sua maioria, atores péssimos. Os poucos que se salvam são mal utilizados ou mal dirigidos. As estórias são rasas e chegam ao cúmulo da sonolência neste último filme, que se arrasta do meio para o fim. O pano de fundo sobre as mudanças ambientais no planeta poderia ser melhor explorado, mas é surrado por interpretações horrorosas. Os destaques negativos vão para o cientista Dennis Quaid e seu filho, Jake Gyllenhaal (um dos dois cowboys de Brokeback Mountain). O destino dos personagens e seus dramas nunca nos envolvem, nunca nos “atingem”. Passamos o filme inteiro sem criarmos nenhuma empatia com eles. Não estamos “nem aí” se eles vão morrer ou não.

O Dia depois de Amanhã

Ótimas cenas de ação, mas inverossímeis

Mesmo as cenas de ação não convencem muito. Apesar de fazer coerência com o roteiro, é duro de engolir ver uma dezena de tornados atingir a cidade de Los Angeles simultaneamente. A inundação de Nova York pelo mar é muito bem feita, mas cabe a pergunta: uma só onda magnificamente gigantesca vem e inunda Manhathan inteira? Não seria o caso de mostrar não uma única onda, mas várias, uma após a outra? Nem no tsunami asiático do fim de 2004 o mar se comportou dessa forma. E o final é absolutamente anti-climax, abrupto, nada grandioso para as pretensões do filme. Isso sem falar do momento mais esdrúxulo, em que inventaram uma seqüência onde os protagonistas são atacados por alguns lobos digitais bem inconvincentes. A cena tenta gerar alguma tensão e adrenalina, mas só consegue ser ridícula.

É triste ver um bom tema (e tanto dinheiro) ser desperdiçado, assim como ocorreu com os outros filmes citados. O único filme de Roland Emmerich que se salva (mas com alguns senões) é O Patriota, que comentarei oportunamente. O resto, não importa de qual filme estejamos falando, é uma sucessão de personagens nem um pouco carismáticos combinados com uma infinidade de efeitos visuais que até cansam de ser vistos.

Nota CINEMAIMERI: 5.0 – ** (e olhe lá)

 

Assista o trailer original do filme (sem legendas):

Trailer | O Dia Depois de Amanhã

 

2 Comentários

  1. Sobre o dia depois de amanhã, Não gostei desse filme e pessoas q conheço tb não, teve uma espectativa sobre esse filme e quando foi lançado não foi aquilo q esperavamos, tem os efeitos especiais até q são bons mas tem muitas coisas exageradas como vc comentou no caso da onda, tb acho q deviam ser varias ondas acho q ia dar mas emoção, os lobos então sem comentários, os atores tb não convencem..bom poderia escrever muito mais coisas sobre esse filme, mas vou ficando por aqui senão ia ficar horas digitando.Abço, Alexandre

  2. realmente, acho que vc escreve de uma forma contagiante…isto é, á fácil sermos levados pela sua opinião…nós três aqui em casa sentimos um FRIO intenso que foi chegando gradativamente no decorrer do filame…não sei se classifico isso como uma incrível interação de idéias ou como uma total ausência de emoção…filmes fantásticos são assim mesmo: ou você gosta, ou você odaia…não tem meio termo…é melhor não comentar sobre os lobos de Manhatan… Rosana, Gabriela e Carolina

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