Humor da comédia O AMOR É CEGO beira o constrangedor, mas suas intenções são boas

O Amor é Cego

O AMOR É CEGO (Shallow Hal). EUA, 2001, 01h54min. Direção: Irmãos Farrelly. Com Jack Black, Gwyneth Paltrow, Jason Alexander.

Comédia leve e simpática, ótima para uma matinée despretensiosa a dois. Dirigido pelos Irmãos Farrelly (de “Antes só do que mal-casado”), é uma comédia romântica com algumas poucas piadas boas, que poderiam ser melhor exploradas. Mas quem pensa que terá o mesmo humor dos engraçadíssimos Quem vai ficar com Mary? e Débi e Lóide poderá se decepcionar bastante.

Hal (Jack Black, de King Kong 2005), é um cara altamente superficial, que só presta atenção na beleza externa das mulheres. Certo dia, ele tem um encontro inesperado com um guru dentro de um elevador, e sofre uma espécie de hipnose. A partir daí, Hal passa a enxergar somente a beleza interior das pessoas. Por conta disso, ele se apaixona por uma moça incrivelmente obesa (Gwyneth Paltrow, de Shakeaspeare Apaixonado, com um monte de maquiagem), mas de coração igualmente enorme. Completa o elenco Jason Alexander, do seriado Seinfeld, que interpreta um amigo próximo (e bem chato) de Hal.

O Amor é Cego

Roteiro abusa de situações constrangedoras

O filme tenta explicar a origem do trauma do rapaz por causa de um conselho de seu pai no leito de morte, e brinca com o espectador, escondendo o fato de que ele foi hipnotizado. O roteiro cria situações divertidas, quando Hal enlouquece de paixão ao encontrar o que ele imagina ser uma bela garota (que por acaso também é a filha do dono da empresa onde ele trabalha). A garota é obesa e complexada, e, claro, rende-se aos encantos do admirador que lhe galanteia tanto e não “presta atenção” em seus atributos físicos (leia-se excesso de peso).

O amor é cego transita entre o mau gosto de algumas piadas e o final edificante e simpático. A mensagem positiva que busca transmitir é sobre o verdadeiro sentido do amor. Mas para isso, exagera em algumas situações visualmente aberrantes (indo numa vibe horrenda, estilo Norbit). Outras vezes, não passa das boas intenções ao querer dar lições de moral que soam bastante forçadas. O melhor mesmo a fazer é escutar o que a própria atriz Gwyneth Paltrow declarou uma vez ao jornal USA Today: trata-se do maior desastre de sua carreira.

 

Assista o trailer original de O AMOR É CEGO (sem legendas):

Trailer | O Amor É Cego

 

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