AS HORAS: 3 estórias, 3 épocas, e um filme que não tem nada a ver com nada

As Horas

As HorasGosto tanto de cinema que resolvi publicar esse blog, e espero mantê-lo sempre daqui em diante. E o fato de gostar tanto acho que me credencia a dizer sempre o que penso. Claro que gosto não se discute, e o que eu posso achar o maior barato, outras pessoas podem achar uma chatice. Mas como o blog é meu, as opiniões serão minhas… (risos). Portanto às vezes algumas opiniões minhas talvez gerem muitas contestações. Esse provavelmente é o caso deste filme, As Horas (The Hours, 2002), dirigido por Stephen Daldry.

Toda essa introdução é para me desculpar com a imensa maioria, que acha esse filme muito bom. Talvez por ter um ótimo elenco, encabeçado por três damas da interpretação: Meryl Streep, Nicole Kidman e Julianne Moore (acompanhadas do competente Ed Harris). Ou então porque a estória seja baseada em um livro famoso, que conta a vida de três mulheres em épocas diferentes. A principal delas talvez seja a escritora Virginia Woolf – interpretada por Kidman, de nariz postiço e voz bem diferente. Sua personagem está surtando e prestes a se matar (ela se afoga logo na primeira seqüência). Outra das personagens principais é uma mulher dos tempos atuais (Streep), uma lésbica que cuida de um homem doente de AIDS (Harris). Já a terceira é uma dona de casa do começo dos anos 1950 (Moore) que tem um filho pequeno e tendências suicidas.

“As Horas” passam e nada faz sentido

Ou seja, “As Horas” consegue a proeza de juntar em duas horas de duração três estórias, em três épocas diferentes, que nada tem a ver uma com a outra. Uma escritora abalada psicologicamente, uma lésbica que cuida de um homem com uma doença grave e uma dona de casa que toda hora pensa em se matar, pouco ligando para o filho pequeno e o marido. Ou seja: nada a ver com nada, e na minha opinião, nenhum fiapo de ligação entre as três estórias.

As Horas

Fato é que perdi duas horas da minha vida assistindo esse filme. E olha que sou eclético e adoro todos os tipos de filmes. Gosto dos filmes que fazem pensar, dos que fazem chorar, dos que fazem rir, de filmes de ação… Por isso acho que cada filme deve ser analisado segundo o “estilo” que segue. É difícil eu achar um filme totalmente ruim. Geralmente isso acontece quando me arrependo totalmente de ter gasto algum dinheiro indo ao cinema para vê-lo, ou alugando/comprando o DVD. Respeito a grande maioria que aprova o filme (no site e-pipoca a nota dele é 9,4). Mas sinceramente, achei o roteiro confuso e totalmente sem sentido. As três estórias confundiram minha cabeça e no final não cheguei a conclusão nenhuma. Simplesmente não entendi que mensagem o filme quis passar.

Por isso não pensei duas vezes em “dar de presente” este DVD a um amigo que tenho. Ele acabou de comprar seu DVD-Player e precisa começar a montar sua coleção. Só espero não ter perdido o amigo. De qualquer modo, pelo elenco que tem, se alguém conseguir me explicar o sentido do filme, talvez eu reveja minha opinião sobre ele. Fiquem à vontade nos comentários!

Nota CINEMAIMERI: 6.0 – **

Veja abaixo o trailer original do filme (com legendas em português):

As Horas (Trailer)

1 Comentário

  1. As Horas. Esse é o filme da minha vida – não que eu me identifique com ele!! As três mulheres… OK. Difícil começar. Quem leu Mrs. dalloway sabe que ela se casa com quem não queria, por conveniência. Um amor frustrado. Se a personagem de de Julianne Moore era assim? Era! E quanto a isso não há contestação. Todas as três mulheres sentiam o vazio. Virginia, perturbadíssima. Moore, aussi! Merryl (desculpe, esqueci os nomes das personagens, estou meio chapado!) não foge à excessão.As histórias das três se entrelaçam pela narrativa de Mrs. Dalloway, livro que Virginia Woolf escrevia na “época”. Moore se inspira nos devaneios de Virginia no livro para viver, e Merryl leva a mesma vida que Mrs. Dalloway. O amor frustrado, a rotina, as festas que preenchem o vazio e a frustração amorosa…Mais que o enredo, o roteiro é bárbaro. Confesso que, da primeira vez que o assisti, foi meio confuso. Depois clareou! A trilha também é bárbara, remete às sensações incômodas do filme.As atuações, a fotografia, nada é questionável. Um filme que de marcar época!!Espero ter ajudado! Mais infos, e-mail!!! ivanjcn@terra.com.br

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