Nova comédia da Disney diverte, mas não impressiona tanto quanto o nome do filme

Alexandre e o Dia Terrível, Horrível, Espantoso e Orgulhoso

alexander-and-the-terrible-horrible-no-good-very-bad-day_POSTERALEXANDRE E O DIA TERRÍVEL, HORRÍVEL, ESPANTOSO E HORROROSO
(Alexander and the Terrible, Horrible, No Good, Very Bad Day)

Direção de Miguel Arteta

EUA, Comédia, 2014. Com Steve Carell, Jennifer Garner, Bella Thorne, Ed Oxenbould. Duração 01h21. Classificação Etária: Livre.

Esta comédia da Disney – de nome propositalmente (e exageradamente) comprido – retrata basicamente o contraste entre um dia ruim do ponto de vista de uma criança, comparado com um dia VERDADEIRAMENTE ruim que os adultos, vira e mexe, são obrigados a encarar. O resultado é uma comédia leve e divertida sobre relações familiares, que vai agradar em cheio principalmente aos adolescentes – dos quais espera-se, além de muitas risadas, que também aprendam com o garoto Alexandre sobre como podem “colaborar” mais com as tarefas rotineiras de casa.

A família de Alexandre, garoto de 11 anos de idade, é grande e variada. Temos o pai desempregado vivido pelo carismático Steve Carell, sempre otimista em seu modo de encarar os problemas; a mãe interpretada por Jennifer Garner, profissional dedicada e que está em vias de ser promovida na empresa em que trabalha; o irmão mais velho, apaixonado por uma colega de escola insuportável; a irmã que adora peças de teatro; e o bebezinho Trevor, irmão mais novo que é o xodó de todos.

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Do ponto de vista de Alexandre, todos eles são sortudos e bem sucedidos. Enquanto isso, nosso pequeno herói tem uma vida atribulada e ninguém dá a menor importância aos seus problemas. Isso faz com que ele se pergunte se as coisas ruins só acontecem consigo mesmo e, com isso, desejar no dia de seu aniversário que todos em sua família passem a enfrentar problemas tão “graves” quanto os dele – desejo esse que se cumpre, mas causa muita confusão.

Como todo filme da Disney, há uma “mensagem” ao final

Os integrantes da família Cooper são todos carismáticos, engraçados e têm uma ótima harmonia entre si, o que sem dúvida é elemento importante para que o resultado final do filme agrade. Porém, temos aqui dois problemas fundamentais. O primeiro deles é o roteiro apressado, que “precisa” criar situações engraçadas com seis pessoas diferentes em um tempo enxuto de filme. Na grande parte das vezes isso acontece, mas se desenvolvem menos as piadas (e os personagens) do que se poderia. Com isso, boas idéias são desperdiçadas com nítidos clichês que vão se acumulando com o passar do tempo e tornando as risadas cada vez mais repetidas e, posteriormente, menos espontâneas.

Alexandre e o Dia Terrível

E claro, como todo filme da Disney, é importante passar uma “mensagem” a quem assiste – e neste caso, foi uma boa sacada dos roteiristas transferir ao pai desempregado as atividades domésticas e entregar o fardo de pagar as contas da casa à mãe, mostrando às crianças (e aos filhos) que não há mais estereótipos de gênero pré-definidos na sociedade. Isso ajudou bastante inclusive a fomentar o potencial de problemas enfrentados por todos no fatídico dia que o filme nos mostra.

O resultado final de Alexandre e o Dia Terrível, Horrível, Espantoso e Horroroso, no entanto, é bastante divertido e o filme cumpre aquilo a que se propõe. Mas deve ficar lembrado futuramente muito mais pelo exótico nome quilométrico do que propriamente pelas suas qualidades como entretenimento.

 


Assista o trailer do filme que estréia nesse fim-de-semana de eleições em 230 salas de cinema de todo o Brasil:

ALEXANDRE E O DIA TERRÍVEL, HORRÍVEL, ESPANTOSO E HORROROSO
TRAILER OFICIAL LEGENDADO

Alexandre e o Dia Terrível, Horrível, Espantoso e Horroroso - Trailer

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