Acordo que limita lançamentos estrangeiros nos cinemas é assinado por exibidores e distribuidoras

ancine_logoAs empresas exibidoras e as distribuidoras de filmes no Brasil firmaram termo de compromisso junto à ANCINE (Agência Nacional de Cinema) para limitar a quantidade de novos lançamentos estrangeiros a serem exibidos nas salas de cinema de todo o país.

Na prática, para determinar a programação de seus complexos cinematográficos exibidores, as distribuidoras de filmes comprometem-se pelo documento a observar os seguintes limites para a exibição simultânea de um mesmo título (repare que, quanto mais salas o complexo cinematográfico tiver, maior será a limitação de um mesmo filme ser exibido simultaneamente em várias salas):

 


Complexos até 6 salas
um mesmo filme pode ser exibido simultaneamente em no máximo 2 salas;

Complexos com 7 ou 8 salas
um mesmo filme pode ser exibido simultaneamente em no máximo 2 salas, podendo também ser exibido numa 3ª sala em no máximo metade das sessões dessa sala;

Complexos com 9, 10 ou 11 salas
um mesmo filme pode ser exibido simultaneamente em no máximo 3 salas;

Complexos com 12, 13 ou 14 salas
um mesmo filme pode ser exibido simultaneamente em no máximo 4 salas;

Complexos com 15 salas ou mais
um mesmo filme pode ser exibido simultaneamente em no máximo 5 salas.


 

bilheteriasA medida da ANCINE claramente visa proteger e assegurar o espaço que é reservado à exibição de filmes nacionais e também os de menor expressão (como produções independentes e com menor apelo de marketing) nas salas de cinema do país. A princípio o blog considera a medida acertada, pois incentiva a diversidade de gêneros de filmes exibidos nas salas, o que possibilita que o espectador tenha liberdade de escolha e não seja “obrigado” a assistir um filme que poderia lhe ser imposto puramente por uma razão de domínio mercadológico circunstancial.

Porém, é preciso também que a indústria cinematográfica brasileira faça jus a essa medida e nos ofereça produtos (filmes) de melhor qualidade de produção, argumentação e principalmente roteiro, até porque sabe-se muito bem que a maior parte dos recursos envolvidos na produção de filmes nacionais vem da isenção parcial de impostos que as empresas patrocinadoras de filmes recebem por apoiar financeiramente a produção cinematográfica nacional.

A medida passa a valer já para os filmes que estréiam amanhã (23/abr) em todo o Brasil, e por enquanto está garantida até 31 de dezembro de 2015. Até lá, a ANCINE diz que vai fiscalizar o cumprimento da medida e, juntamente com as empresas exibidoras e distribuidoras, avaliará ao final deste ano os resultados obtidos, para determinar em que termos eventuais medidas semelhantes serão adotadas para o ano que vem.

 


Clique aqui e leia o PDF na íntegra do documento firmado entre a ANCINE e as empresas distribuidoras e exibidoras de cinemas no Brasil.

 

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