A PRINCESA E O PLEBEU é precursora das comédias românticas no cinema

A Princesa e o Plebeu

Sabe aquelas comédias românticas, bobinhas, inocentes, que tem na Meg Ryan uma das ícones desse tipo de filme? Pois bem: é muito provável que este filme aqui, A Princesa e o Plebeu (Roman Holiday, 1953), tenha sido um dos precursores das comédias românticas em Hollywood. Isso porque se trata de uma estória graciosa, de roteiro extremamente simples, mas levada com muita leveza e um andamento extremamente agradável. E o filme ficou famoso também por trazer à cena pela primeira vez uma das atrizes que viria a ser das mais glamourosas do cinema: a belga Audrey Hepburn.

A trama é uma espécie de estória de Cinderela às avessas. Audrey faz uma princesa riquíssima (de um país cujo nome nunca é mencionado), que está cada vez mais estressada por causa da agenda cheia de compromissos repetitivos e entediantes. O que ela gostaria de verdade era viver como uma garota normal. Então, quando de sua estada na embaixada em Roma, ela resolve fugir para dar uma volta pela cidade e curtir a noite. No entanto, ela encontra não um príncipe encantado, mas sim um jornalista interesseiro! Ele a reconhece (embora não conte pra ela) e busca conseguir uma reportagem exclusiva, que lhe renderá uma premiação extra em seu jornal. Porém com as peripécias de ambos pela cidade romana, eles se envolvem e acabam se apaixonando.

Atuação de Hepburn lhe dá o Oscar de Melhor Atriz

Claro que boa parte do sucesso do filme se deve também a outros integrantes da produção. O parceiro de Audrey é um dos galãs da época, Gregory Peck, e o diretor é William Wyler, que se consagraria alguns anos depois quando dirigiu o épico Ben-Hur. A fotografia do filme, toda ela feita em locações na capital italiana, é belíssima. E o ator coadjuvante, feito pelo ator Eddie Albert, fotógrafo colega de Peck na trama, traz aquela dose de humor na medida certa para esse tipo de filme.

A Princesa e o Plebeu

Porém, o grande destaque é mesmo Audrey Hepburn, que recebeu o Oscar de Melhor Atriz por sua atuação. Durante todo o filme não há sequer um pingo de conotação sexual envolvendo sua personagem: ela conquista a crítica e o público com suas expressões sempre inocentes, de pureza, em uma figura inegavelmente linda e muito simpática. Fica até difícil tirar os olhos dela quando está na tela, e esse tipo de atriz quase não existe mais hoje em dia.

O filme foi indicado a dez Oscars e levou três. Além do de Melhor Atriz para Hepburn, a figurinista Edith Head ganhou o de Melhor Figurino em Preto-e-branco e Dalton Trumbo ganhou pelo roteiro. Certamente A Princesa e o Plebeu é uma das mais graciosas estórias sobre amor impossível que o cinema já concebeu. A versão mais recente, lançada em DVD, foi completamente remasterizada e o resultado final é excelente. E cá entre nós, impressionante também é a semelhança entre a atriz Audrey Hepburn e a tupiniquim Lavínia Vlasak…

Nota CINEMAIMERI – 6.5 ***

 

Veja abaixo o trailer original do filme (em inglês – sem legendas)

A PRINCESA E O PLEBEU - Trailer

 

1 Comentário

  1. Romance terno,doce,que faz chorar,diverte , que
    envolve e faz querer entender seus personagens e aspirações,faz se entregar á magia do filme e embarcar numa experiencia linda! tocante!

Deixe seu comentário