Júri elege o islandês “PARDAIS” como Melhor Filme da 39ª Mostra de Cinema de SP

Na noite da última quarta-feira (04/nov/2015), ocorreu no CineSesc-SP a cerimônia de encerramento e premiação da 39ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. O Troféu Bandeira Paulista de Melhor Filme foi para o longa “Pardais”, do diretor islandês Rúnar Rúnarsson. O longa foi escolhido pelo júri internacional, que esse ano foi composto pela atriz Geraldine Chaplin, além de Iván Wyszogrod, Luis Miñarro, Nathanaël Karmitz e Paulo Machline.

O filme (que também foi premiado como Melhor Roteiro), é uma coprodução entre Islândia, Dinamarca e Croácia. A estória é sobre um rapaz de 16 anos de idade que mora com a mãe em Reykjavik, capital islandesa, e é enviado de volta a uma remota região do interior do país para ficar alguns dias com o pai, com o qual sempre teve um relacionamento difícil.

"PARDAIS"
cena de “PARDAIS”, eleito Melhor Filme na 39ª Mostra de Cinema de SP

Pardais” foi uma das atrações do Foco Nórdico – uma seleção de 60 filmes recentes, entre ficções e documentários, originais da Dinamarca, Finlândia, Islândia, Suécia e Noruega, que ocorreu durante a Mostra. Também foi vencedor do Prêmio de Melhor Filme no Festival de San Sebastián. Ainda não há uma data de lançamento comercial do filme nos cinemas brasileiros.

O júri internacional concedeu ainda uma menção honrosa ao filme “Carta Branca”, longa-metragem polonês de Jacek Lusinski, que trata com leveza um tema complexo – o personagem principal tem um distúrbio genético que causa perda gradativa de visão.

Já os Prêmios do Público para os melhores longa-metragens de Ficção foram para “Sabor da Vida”, da diretora japonesa Naomi Kawase, na categoria de filmes internacionais, e para “Tudo Que Aprendemos Juntos”, do diretor Sérgio Machado, na categoria nacional. O filme – que fala sobre um professor de violino (interpretado por Lázaro Ramos) que vai dar aulas de música em comunidades carentes – foi exibido na véspera na Sala São Paulo, onde teve grande receptividade do público em uma apresentação emocionante. O filme estréia em circuito comercial no próximo dia 03 de dezembro.

Lázaro Ramos está em “TUDO QUE APRENDEMOS JUNTOS”, um dos premiados do público

O troféu de Melhor Documentário Internacional foi para “Pixadores”, de Amir Escandari – um dos pixadores retratados pelo filme recebeu o prêmio pessoalmente. Enquanto isso, “Monstros do Ringue”, de Marc Dourdin, foi eleito Melhor Documentário Brasileiro.

Como já é tradição, a crítica especializada em cinema também escolheu seus premiados na Mostra. “Os Campos Voltarão”, do italiano Ermanno Olmi, foi escolhido como Melhor Filme, enquanto que o Prêmio ABRACCINE (Associação Brasileira de Críticos de Cinema), concedido exclusivamente para diretores brasileiros debutantes (ou seja, em seu primeiro longa-metragem), foi para o filme “Aspirantes”, de Ives Rosenfeld. Entre os quase 60 títulos brasileiros na mostra deste ano, 13 foram assinados por diretores estreantes.

Na Mostra desse ano foram exibidos em cerca de duas semanas mais de 300 produções de 62 países, distribuídas em 22 endereços diferentes da cidade, entre cinemas, espaços culturais e museus espalhados pela capital paulista, incluindo exibições gratuitas e ao ar livre.


Confira abaixo um resumo dos principais prêmios entregues pela 39ª Mostra de Cinema de São Paulo:

Prêmio do Júri – Melhor Filme – Novos Diretores
PARDAIS”, de Rúnar Rúnarsson (Islândia / Dinamarca / Croácia)

Menção Honrosa do Júri
CARTA BRANCA, de Jacek Lusinski (Polônia)

Prêmio do Público – Melhor Ficção Internacional
SABOR DA VIDA, de Naomi Kawase (Japão / França / Alemanha)

Prêmio do Público – Melhor Ficção Brasileiro
TUDO QUE APRENDEMOS JUNTOS, de Sérgio Machado

Prêmio do Público – Melhor Documentário Internacional
PIXADORES, de Amir Escandari (Finlândia / Dinamarca / Suécia)

Prêmio do Público – Melhor Documentário Brasileiro
MONSTROS DO RINGUE, de Marc Dourdin

Prêmio da Crítica – Melhor Filme
OS CAMPOS VOLTARÃO, de Ermanno Olmi (Itália)

Prêmio da ABRACCINE – Melhor Filme Brasileiro de diretor estreante
ASPIRANTES, de Ives Rosenfeld

Prêmio Associação Autores de Cinema – Melhor Roteiro
PARDAIS, de Rúnar Rúnarsson (Islândia / Dinamarca / Croácia)

 


 

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