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2º lugar – TOM HANKS

Tom Hanks

Já consagrado como um dos atores mais caros e poderosos de Hollywood, Tom Hanks tem entre suas principais características o faro apurado para projetos de sucesso. Quando era adolescente, abandonou a universidade no meio para entrar no mundo artístico. Antes de fazer sucesso, na década de 1980, fez alguns filmes de baixo orçamento (quase todos comédias) e seriados de televisão.

O primeiro papel de destaque foi como o atrapalhado homenageado do cult A Última festa de solteiro (1984). No mesmo ano, fez a comédia Splash – uma sereia em minha vida (com John Candy e Daryl Hannah) e dois anos depois, protagonizou ao lado de Shelley Long uma das comédias mais engraçadas dos anos 1980, Um dia a Casa Cai. Mas o primeiro grande sucesso foi mesmo BIG – Quero Ser Grande (1988), filme no qual fazia o papel de um garoto crescido que desejava ser adulto, que lhe rendeu a primeira indicação ao Oscar de Melhor Ator (perdeu para Dustin Hoffman, por Rain Man).

 

Dois Oscars em dois anos consecutivos: feito para poucos

Tom Hanks (Quero ser Grande)A década de 1990 significou o salto rumo ao estrelato e ao reconhecimento como grande ator. Depois do fracassado A Fogueira das Vaidades, de 1990 (dirigido por Brian De Palma), Hanks passou a engatar um sucesso atrás do outro. Primeiro com o divertido Uma Equipe Muito Especial (1992), em que era técnico de um time de beisebol feminino que tinha, entre outras, Madonna e Geena Davis. Em seguida filmou a primeira comédia romântica ao lado de Meg Ryan, Sintonia de Amor (1993, com direção de Nora Ephron).

Seu primeiro papel realmente dramático marcou sua carreira definitivamente. Hanks contracenou com Denzel Washington e Antonio Banderas em Filadélfia (1993, direção de Jonathan Demme). Ele é um advogado homossexual que, enquanto processa os ex-patrões por discriminação, descobre que tem o vírus da AIDS. Com uma interpretação magnífica e corajosa, ganhou merecidamente o Oscar de Melhor Ator por esse filme.

Forrest GumpNo ano seguinte, de maneira consagradora, levou outro Oscar de Melhor Ator, por Forrest Gump – o contador de estórias, filme em que foi dirigido por Robert Zemeckis. Nos anos seguintes, mais filmes marcantes e ótimas atuações: Apollo 13 (1995, direção de Ron Howard) e Mensagem para Você (1998, a segunda comédia romântica ao lado de Meg Ryan, também com direção de Nora Ephron).

Outro tremendo sucesso de interpretação veio ainda em 1998, que poderia ter lhe dado o terceiro Oscar em cinco anos. Em sua primeira parceria dirigido por Steven Spielberg, Hanks protagonizou o primoroso O Resgate do Soldado Ryan. No filme, ele é o capitão John Miller, líder de um pelotão na Segunda Guerra Mundial, que recebe a missão de resgatar um soldado americano no interior da França. Por uma daquelas decisões inexplicáveis da Academia de Hollywood, perdeu o Oscar de Melhor Ator nesse ano para Roberto Begnini, por A Vida é Bela.

 

Entrada no novo século como ator consagrado

Quando fez À Espera de Um Milagre, em 1999, Tom Hanks já tinha o status de superestrela e ganhava cachês milionários por suas atuações (por este filme, por exemplo, recebeu US$ 20 milhões). No ano 2000, protagonizou praticamente sozinho um dos maiores sucessos de sua carreira, Náufrago, dirigido novamente por Robert Zemeckis. Foi indicado ao Oscar de Melhor Ator, mas perdeu para Russell Crowe, por Gladiador.

Em 2002, Tom Hanks volta brilhantemente à parceria com Spielberg, filmando Prenda-me se for capaz, inteligente filme em que atuou ao lado de Leonardo Di Caprio. No mesmo ano interpretou um dos poucos vilões de sua carreira, em Estrada para a Perdição, do diretor Sam Mendes.

Esse status de ator consagrado fez com que Hanks pudesse escolher os projetos dos quais participava, e assim incursar também como produtor de alguns filmes. No entanto, algumas escolhas se mostraram acertadas, e outras, nem tanto. Em 2004, por exemplo, participou da inovadora animação O Expresso Polar, em outra parceria com o diretor Robert Zemeckis, em que fazia vários personagens que depois foram transformados em animação 3D. Mas no mesmo ano fez dois filmes que não foram tão bem recebidos pela crítica: O Terminal, novamente dirigido por Spielberg, num filme meio chocho e que não agrada a todos, e o imbecil Matadores de Velinha, “comédia” dos Irmãos Coen que ao querer se travestir de humor negro, não consegue provocar quase nenhuma risada.

 

Parcerias com Ron Howard e Spielberg se intensificam

Robert LangdomEm 2005, Hanks foi seduzido por um cachê milionário e protagonizou o sucesso literário O código da Vinci, adaptação da obra de mesmo nome escrita por Dan Brown, em que faz o especialista em simbologia religiosa Robert Langdom. O sucesso foi tão grande que alguns anos depois, ele filmou o “prólogo” Anjos e Demônios, e mais recentemente Inferno (2016), o terceiro filme com roteiro adaptado de livros do mesmo Dan Brown em que interpreta o mesmo personagem (a direção dos três é de Ron Howard).

São tantos os filmes acima da média na carreira de Tom Hanks que fica difícil dar o devido destaque a todos eles, mas nas últimas duas décadas ainda temos outras produções que merecem destaque. São elas: Jogos do Poder (2007, de Mike Nichols), em que atua ao lado de Julia Roberts e Philip Seymour Hoffman; Capitão Philips (2013, de Paul Greengrass), numa brilhante interpretação que lhe valeu uma indicação ao Globo de Ouro; Ponte dos Espiões (2015, de Steven Spielberg), drama ambientado nos tempos da Guerra Fria; Negócio das Arábias (2016, de Tom Tykwer), uma grata surpresa em que Hanks volta aos bons tempos em que fazia comédias.

Nos últimos anos, podemos destacar ainda: Sully – O Herói do Rio Hudson (2017, de Clint Eastwood), onde interpreta o controverso herói da aviação civil americana, Chesley “Sully” Sullenberger; The Post – A Guerra Secreta (2017, de Steven Spielberg), em que atua ao lado de Meryl Streep em uma produção que lhe valeu mais uma indicação ao Globo de Ouro; e finalmente, Um Lindo dia na Vizinhança (2019, de Marielle Heller), interpretando o dócil apresentador de TV Fred Rogers, num filme que lhe deu indicações ao Oscar e ao Globo de Ouro.

 

Ator ainda dá voz ao cowboy Woody de Toy Story

No total, foram 10 indicações ao Globo de Ouro (4 prêmios) e 6 indicações ao Oscar (2 prêmios). Foi dirigido 5 vezes por Ron Howard e Steven Spielberg, e 3 vezes pelo diretor Robert Zemeckis. E de quebra, é claro que não poderíamos deixar de citar: Tom Hanks é o dublador do cowboy Woody nos 4 longa-metragens da franquia Toy Story, entre 1995 e 2019 – e também em todos os spin-offs já produzidos da animação icônica da Pixar Studios.

Casado com a atriz Rita Wilson, Thomas Jeffrey Hanks é descendente direto de Nancy Hanks, a mãe de Abraham Lincoln. O ator tem quatro filhos: Collin, Elizabeth, Chester e Truman. Tom Hanks é californiano e nasceu em 1956.

 

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