20 atores preferidos:
1º lugar – AL PACINO

Al Pacino

Alfredo James Pacino – esse é o nome do cara. Al Pacino é, na nossa opinião, o maior ator de todos os tempos. Nascido em 25 de abril de 1940, seus pais Salvatore e Rose se separaram quando ele tinha apenas 2 anos de idade – ele foi morar com a mãe na casa dos avós. Charmoso, Pacino é baixo, tem 1,68 de altura, o que não é nada diante de seu grande talento. Ainda criança, adorava ficar imitando as vozes e os personagens que via nos filmes. Todo dinheiro que ele tinha quando jovem era gasto nos cinemas do Bronx, em Nova York, bairro em que nasceu e viveu até a adolescência.

Aborrecido e desmotivado pelos estudos, aos 14 anos ingressou na escola de Belas Artes, o que o impulsionou a se tornar um ator e realizar seu grande sonho. Para pagar seus estudos, trabalhou muito tempo como office-boy em algumas revistas. Pacino se sacrificava muito para ir às aulas, e às vezes chegava a pedir bilhetes de ônibus emprestados para poder chegar à escola. Ele chegou a interromper os estudos por alguns anos, mas em 1966 (com 26 anos de idade) foi estudar no conceituado Actor’s Studio. Lá, começou a atuar em diversas peças, quando sua performance começou a chamar a atenção. Logo foi convidado para atuar na Broadway, na peça “Does The Tiger Wear a Necktie?“. Sua atuação fez tanto sucesso que ele recebeu o prêmio Tony, o maior prêmio do teatro americano, equivalente a um Oscar no cinema.

Papel de Michael Corleone faz de Al Pacino um astro

Essa peça teatral abriu as portas para sua carreira no cinema. Logo ele estava estreando nas telonasAl Pacino (The Godfather) com o filme Me, Natalie (1969) – curiosamente seu personagem se chamava… Tony!! Depois veio Os Viciados (1971), no qual ele teve que fazer uma longa pesquisa sobre os usuários de heroína para poder interpretar o personagem.

Esses seus primeiros trabalhos lhe renderam muitos elogios, e Al Pacino foi convidado a interpretar um importante personagem na superprodução O Poderoso Chefão (1972). O papel de Michael Corleone lhe rendeu sua primeira indicação ao Oscar, como ator coadjuvante. Para nós, esse é o maior personagem que Pacino fez nos cinemas – na verdade um dos grandes personagens de toda a história da sétima arte.

Michael Corleone é o eixo central da saga do Padrinho, onde atuou nas duas continuações, sendo que O Poderoso Chefão II (1974) lhe valeu um dos cachês mais altos para a época – US$ 500 mil e mais 5% do faturamento do filme – além de mais uma indicação ao Oscar, dessa vez como Melhor Ator Principal.

Um sucesso atrás do outro nas décadas de 1970 e 1980

No meio dos dois “Chefões”, Pacino fez Serpico (1973), um policial em outro papel aclamado pelo público. Logo após os dois primeiros filmes sobre a família Corleone, fez o ótimo thriller Um dia de Cão (1975), no papel de Sonny (nome de seu apelido de infância). A estória, baseada em fatos reais, é sobre um ladrão que tenta assaltar um banco e acaba se dando mal ao lado do seu parceiro (interpretado por John Cazale). Detalhe: nestes dois filmes, assim como nos dois “Chefões”, Pacino foi indicado ao Oscar de Melhor Ator. Ou seja, foram simplesmente 4 indicações em 4 anos seguidos! Infelizmente, em nenhuma dessas ocasiões ele saiu vitorioso – um verdadeiro absurdo!

Al Pacino (Scarface)Após um breve período de pausa nos cinemas, em que voltou a se dedicar mais ao teatro, Pacino voltou às telonas com Justiça para Todos (1979) onde interpreta um advogado cujo cliente é um juiz acusado de estupro. Claro: Pacino foi novamente indicado ao Oscar de Melhor Ator. Em Scarface (1983), filme dirigido por Brian De Palma, considerado bem violento para a época, Pacino é um gãngster expulso de Cuba que se transforma no maior traficante de drogas de Miami, numa atuação magnífica e visceral.

Durante mais alguns anos, Al Pacino deixou de lado os sets de filmagem e retornou novamente aos palcos teatrais, que ele considerava seu primeiro amor e que nunca abandonara. Até recentemente, ele ainda atuava em algumas peças ocasionais. Porém, ele volta com tudo às telonas em 1990 com Dick Tracy, dirigido por Warren Beatty, em filme que lhe rendeu a sexta indicação ao Oscar, desta vez por Ator Coadjuvante. No mesmo ano, ainda voltou ao papel inesquecível de Michael Corleone para fechar com chave de ouro a trilogia em O Poderoso Chefão III.

Finalmente, o reconhecimento da Academia

Tenente-Coronel Frank Slade (Perfume de Mulher)Finalmente o Oscar e o Globo de Ouro foram parar em suas mãos pela inesquecível atuação como um ex-militar cego em Perfume de Mulher (1992). No filme ele emociona com seu charme e autoridade moral no papel do experiente Tenente-Coronel Frank Slade. No mesmo ano, foi indicado também ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante pelo filme O sucesso a qualquer preço.

Em O Pagamento Final (1993) Pacino repete o papel de gangster, no segundo filme que fez com o diretor Brian De Palma, que ele considerava um de seus preferidos. Contracenou com outro mestre da interpretação, Robert de Niro, em Fogo Contra Fogo (1995), dirigido pelo diretor Michael Mann.

No final da década de 1990, Pacino estabeleceu parcerias com atores mais jovens que estavam em ascensão. Nesse período, destacamos seus papéis em Donnie Brasco (1997), em que contracena com Johnny Depp, O advogado do diabo (1997) em que contracena com Keanu Reeves, e principalmente em O Informante (1999), dirigido novamente por Michael Mann, no qual o ator interpreta magistralmente um produtor de TV e faz companhia nas telas com o ator Russell Crowe.

Indicado ao Oscar com quase 80 anos de idade

Al PacinoNas últimas duas décadas, valem destaque ainda alguns outros filmes. São eles: Um Domingo Qualquer (1999, de Oliver Stone), em que faz um técnico de um time de futebol americano; Insônia (2002, de Christopher Nolan), em que interpreta um detetive acusado de assassinar um colega policial; Treze Homens e um Novo Segredo (2007, de Steven Soderbergh), em que é um magnata dono de um grande cassino em Las Vegas; Você não conhece Jack (2010, de Barry Levinson), no qual interpreta um médico defensor da prática do suicídio assistido para pacientes em casos terminais; Não olhe para trás (2014,  de Dan Fogelman), em que faz o músico decadente Danny Collins; e finalmente o recente O Irlandês (2019, de Martin Scorsese), filme que lhe rendeu sua última indicação ao Oscar, pelo papel do lendário Jimmy Hoffa.

Homem de muitos romances, Pacino nunca foi casado. Por um longo tempo manteve um romance com sua parceira de O Poderoso Chefão I e II, Diane Keaton – mas nunca chegaram a ser marido e mulher oficialmente. Outra de suas famosas namoradas foi Beverly D’Angelo (a esposa de Chevy Chase em Férias Frustradas), que ficou grávida do ator e deu à luz um casal de gêmeos. O ator tem ainda uma outra filha, Julie Marie, que teve com a professora teatral Jan Tarrant.

Em 16 de outubro de 1996, Al Pacino recebeu a estrela na calçada da Fama em Hollywood e, no mesmo ano, foi considerado pela revista Empire como um dos 100 maiores astros de todos os tempos. No total, são mais de 50 anos de carreira, tendo sido indicado a 9 Oscars (5 como ator principal e 4 como coadjuvante). Injustamente, ganhou apenas um, o de Melhor Ator por Perfume de Mulher (1992), numa atuação que com certeza valeu por todas as outras.

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